A visão, assim como as outras funções sensoriais e motoras, necessita de experimentação para se desenvolver. Tal desenvolvimento ocorre à medida que os estímulos chegam até o cérebro. Portanto, como a experiência visual é muito pequena dentro do útero, o desenvolvimento visual do bebê só ocorre de uma maneira mais intensa após o nascimento e vai até por volta dos 5 ou 7 anos, que é quando a criança deve atingir sua função visual plena. Já o desenvolvimento global está ligado aos estímulos que chegam através de todos os sentidos: a visão, a audição, o olfato, o tato e o paladar. Porém, a visão, em especial, funciona como um elemento desencadeador para diversas conquistas motoras, como por exemplo: quando a criança estabiliza a cabeça para ver melhor um objeto e explorá-lo com as mãos ou quando ela estabiliza seu tórax para sentar e aumentar seu campo de visão, entre outras. Estudos mostram que portadores de deficiência visual congênita apresentam atraso de desenvolvimento em vários setores (motor, cognitivo, linguagem, afetivo etc). Para que a visão se desenvolva adequadamente, é importante que não haja a presença de problemas de visão como a hipermetropia, a miopia e o astigmatismo, pois essas condições impedem a chegada dos estímulos apropriados à retina e, consequentemente, ao cérebro, ocasionando baixa de visão que após um certo período pode não ser mais reversível. Por isso, é muito importante que todos os exames sejam feitos e que possíveis problemas de visão sejam tratados o mais cedo possível. Abaixo, veja alguns exemplos de sintomas que podem indicar que a criança está com algum problema oftalmológico.
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Presença de desvio ocular (estrabismo);
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Lacrimejamento excessivo
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Dor de cabeça ou mal-estar durante ou após realizar um esforço visual, como ler, desenhar ou escrever;
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Franzir a testa ao olhar para longe;
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Aproximar objetos, livros ou cadernos dos olhos;
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Desinteresse por atividades que exijam boa visão ou leitura.