Estrabismo, também chamado popularmente de “olho vesgo” ou “olho cruzado”, é o nome que se dá ao desalinhamento dos olhos. Pode aparecer em qualquer idade, mas é mais comum em bebês e crianças pequenas. Afeta cerca de 5% das crianças de ambos os sexos.
Este desvio ocular torna difícil para o cérebro realizar a tarefa de unir as imagens dos dois olhos e impedir que tenhamos visão dupla. Dessa forma, interfere com a visão binocular normal e dificulta a visão de profundidade (ou seja, em 3D).
Uma das principais vantagens da visão binocular é a capacidade de perceber a profundidade e a velocidade dos objetos. Pessoas com estrabismo podem apresentar dificuldades para:
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Colocar líquidos em um copo.
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Pegar ou rebater bolas em movimentos.
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Subir ou descer escadas.
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Avaliar a velocidade de aproximação de um carro ao atravessar uma rua.
Entre as causas mais comuns, destacam-se a dificuldade da musculatura ocular para coordenar o movimento dos dois olhos e graus elevados de hipermetropia, obrigando a aproximação forçada dos olhos para compensar a dificuldade de visão (esotropia acomodativa). Além disso, o estrabismo também pode ser ocasionado por: baixa visão em um dos olhos, doenças neurológicas (AVC, alterações congênitas do sistema nervoso central e traumatismo craniano), genéticas (síndrome de Down), oculares (catarata congênita), infecciosas (meningite e encefalite), doenças da tireoide, diabetes e hereditariedade.
É comum que os pais percebam desvio ocular em seus filhos recém-nascidos. Esse desvio é ocasional, ou seja, não permanece e se deve ao fato de o bebê estar aprendendo a controlar a musculatura que coordena os movimentos dos olhos e a dar o foco para perto. Estrabismos mantidos ou que não estejam regredindo a partir dos 4 meses de idade devem ser avaliados por um especialista em oftalmologia pediátrica.
O estrabismo pode ser tratado e corrigido em qualquer idade, mas os resultados são sempre melhores se o tratamento for seguido à risca e iniciado precocemente. A falta de tratamento adequado pode ocasionar a perda total da visão do olho desviado. Quando causado por hipermetropia, geralmente pode ser corrigido com óculos, mas, em alguns casos, pode exigir correção cirúrgica.