O glaucoma é uma doença comum em adultos. Porém, existe um tipo que é conhecido como glaucoma congênito primário ou glaucoma infantil que atinge especialmente recém-nascidos. Nos EUA, ele afeta cerca de 1 a cada 10.000 bebês, mas o diagnóstico ao nascimento ocorre em apenas 25% dos casos.

Os bebês com glaucoma congênito apresentam como sintoma a fotofobia (reação à luz), lacrimejamento e blefaroespasmo (piscar intenso e apertar as pálpebras). Porém, o principal sinal clínico é um aumento da córnea, que pode estar presente em apenas um ou nos dois olhos. Com o avanço da doença, a córnea torna-se inchada e turva. Outro sinal importante é o aumento do tamanho do globo ocular, que acontece em todas as formas de glaucoma na infância.

Em mais de 80% dos casos, o glaucoma infantil ocorre no primeiro ano de vida. Se surgir depois de 3 ou 4 anos de idade, já é considerado glaucoma juvenil primário de ângulo aberto, que pode ocorrer associado a síndromes, após traumatismos, cirurgia de catarata congênita ou inflamação ocular.

Para a confirmação do diagnóstico, é necessária muitas vezes a realização do exame sob sedação, ou seja, com anestesia que faça a criança dormir. Pois a medida da pressão intraocular, que é o exame necessário para a identificação, nem sempre é possível de ser realizado com ela acordada.

Se a doença for identificada, o tratamento indicado é cirúrgico e tem como objetivo reduzir a pressão intraocular. O uso de colírios não apresenta resposta satisfatória e pode provocar muitos efeitos colaterais.

Compartilhe!